No exit to Brooklyn

Junto à estação de autocarros de Port Authority em "upper Manhattan" levei meia-hora e dez negas de taxistas para me levarem ao meu destino final: a Rua 11 em Brooklyn. Por fim um abençoado taxista Indiano, após muita insistência, lá aceitou atravessar Manhattan e a ponte de Brooklyn com a promessa exigida de uma boa gorjeta. Os taxistas não gostam de ir a Brooklyn devido ao trânsito caótico até atravessar a ponte. As dificuldades aumentam ainda mais às quatro da tarde quando se dá a mudança de turno. Esta dificuldade inesperada deu o mote para o que verifiquei mais tarde: Brooklyn, 2,5 milhões de habitantes, a área urbana mais populosa de Nova Iorque e, geográficamente, a quarta maior dos Estados Unidos, é uma cidade dentro da enorme metrópole chamada Nova Iorque. As fronteiras com Manhattan não se limitam ao rio. São também culturais e isso também se reflecte na vivência das pessoas. Inez, a minha guia em Nova Iorque, contou-me que um dia conheceu um míudo de Brooklyn que, já a entrar na adolescência, não conhecia Manhattan...


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