Pessoas simpáticas em Brooklyn


Brooklyn é um universo à parte relativamente a Manhattan. Ou pelo menos da ideia que fazemos dele. Começa logo pela ausência de arranha-céus e pelo crescimento horizontal do burgo, com ruas com muitos blocos construídos em madeira, que têm um aspecto frágil mas cuja estrutura está montada para resistir a sismos e tornados (como o que assolou a zona na véspera da minha chegada). A ideia de impessoalidade e de isolamento social não parece confirmar-se pelo menos no bairro onde eu fiquei, na zona de Prospect Park. Nas ruas paralelas à 11 e perpendiculares às avenidas 5, 7 e 9 vêem-se roupas velhas expostas para venda na frente das casas. É frequente cumprimentar as pessoas com um "hi" nestas ruas e nas avenidas 5, 7 e 9 onde predomina o comércio, os empregados das lojas, cafés e restaurantes são, regra geral, simpáticos. A tabacaria na esquina da rua 11 com a avenida 5 lembra a do filme "Smoke", onde os personagens desenvolviam relações de sociabilidade em torno de um hábito tão mundano como comprar um maço de tabaco.


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